Setenta dias de seca.

por daniellecruz

Por setenta dias de seca

Sonhos, dentro de mim, definharam

Com o chão que rachava, a pele ferida

Com o sertão que era meu peito

Depois da primeira despedida

Com os planos que levou consigo

Os véus, os vestidos

Os berços e as canções

A paixão que lentamente

Desaparecia.

Era tua solitária dentro do rio arenoso

Aquele buraco de terra

O sol ardendo a pele.

Era tudo o que sempre tive certeza

E de repente nada mais havia.

 

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