proa e vela

cada suspiro é uma remada

Mês: março, 2012

louca.

secou as lágrimas e colocou uma saia rodada

ria histérica, como se estivesse trôpega

bêbada e louca, alimentou-se de risadas

girava o corpo em seu eixo e se amava

acima de tudo, se amava.

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eu não vi quando se foram
os beijos de bom dia
o carinho atrás da orelha
a manhã no quarto com a sala vazia

você chegou e trouxe o nada
aquele grande e negro manto
que acusava no meu pranto
inverdades descaradas

tentei buscar uma razão
um sinal de sua ausência
outras mulheres, outras ardências.
não havia nem um restício de silêncio
uma infidelidade confidenciada.

inamável, era uma palvra que alguém uma vez inventara
pra descrever uma garota sentada no canto da sala
o auto boicote personificado.

com todos seus monstros sentados ao lado.