febril.

por daniellecruz

nessas noites que nem o valium me cansa o corpo
só há o desejo latente das tuas mãos me arrancando tudo
me censurando as rimas e os sorrisos
as palavras sujas nos meus ouvidos
pulsantes.

eu quero perder todos os meus minutos decifrando as cores dos teus olhos
a maciez inebriante dos teus lábios
não quero entender teus sonhos e teus nomes na madrugada
só quero que sejas o arrepio na minha coluna nua
em minhas costas, avenidas, caminhos a percorrer
lentamente.

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