proa e vela

cada suspiro é uma remada

Mês: novembro, 2009

queda livre.

de repente tu havias escorregado de minhas prosas;
teu nome já não fazia parte das minhas rimas;
e não buscava teus olhos, céus de verão, em minhas poesias;
tuas letras não compunham minhas palavras doentias.
eu estava só.

de repente eu pude ouvir com clareza os sons das ruas,
os carros apressados rumo a lugar algum,
e vi meus pés na beira da calçada, incertos de seus caminhos.
já não era tua.

tentei lembrar de tua voz, sem algum sucesso;
também me fugia os traços do teu rosto e teus lábios perfeitos.
não reconheci teu cheiro ou a cor dos teus cabelos.
eu estava livre.

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segredos.

hoje, só hoje, eu queria te entender.
decifrar teus gemidos,
compreender teus mistérios,
desenhar no corpo estendido
todos os beijos que não eram pra ser,
tudo aquilo que não sei dizer
e que, sem querer, fica subentendido.

entrar nos teus sonhos,
dominar os teus mundos,
escutar teus segredos.