Essa tristeza que não passa nunca
é a tuberculose dos inconformados.
É algo como o beijo de adeus que nunca tive
nas despedidas que só existem em minha mente,
é como ver o amor platônico virando a esquina com teu pior inimigo,
é como uma úlcera já sem tratamento
que cisma em sangrar constantemente.
Essas minhas lágrimas são como uma fonte
saciando a sede do meu monstro interior.
É a roda na qual corre o rato,
a última dose do boêmio que insiste
nos rabos de saias inalcançáveis
que desaparecem pela madrugada.
É a fome das onze, o ciúme do descontrolado,
um abraço frouxo de quem se ama,
e o rancor de quem já não diz nada.
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